quinta-feira, 22 de abril de 2010
ela estava,
parada olhando aquela cena, seu estômago revirava dentro dela e seus pulmões pareciam ficar menores a cada suspiro que ela dava. os seus olhos estavam vendo claramente o que estava à sua frente, mas seu coração não queria acreditar, não queria aceitar. os anos que haviam se passado desde que ela o viu pela primeira vez, passaram pela sua mente como um filme, as lágrimas que dos seus olhos caíram eram mais intensas que o próprio oceano em sua pior tempestade. lágrimas por não ter aquilo que deseja, lágrimas por ter o que tem mas querer o que não se pode, lágrimas maiores que os mares e oceanos que a separavam dele. seu coração pertendeu a ele no momento em que ouviu sua voz, sua alma o tinha mais do que a ela mesma, ela estava morta, fora de si. seu corpo o necessitava como uma droga, uma droga pela qual ela já estava viciada mesmo antes de provar. cada suspiro que ela dava era pensando nele, cada passo incerto dado pelos seus pés tortos a faziam se sentir de pé cada vez mais. o mundo girava rápido comparado as batidas do seu coração, cujo palpitava por um único motivo: ele. a obssessão era grande, maior que sua própria vida, aquela cena a paralisava totalmente, vê-lo caído no chão à sua frente sangrando por ter salvo a sua vida era como se ela houvesse dado um tiro no próprio peito, tiro que atravessou seu coração fazendo-o quebrar ao meio como uma porcelana fina e frágil. enquanto o olhava ela tentava se levantar, mas seus braços não tinham forças o suficiente, o sangue dele escorreu pelo chão indo na sua direção, começou molhando seus cabelos, encostando no seu rosto, passando pelas suas bochechas e seu pescoço, entrou dentro da sua blusa e ficou morno ao encostar em seu peito quente. ela sentia o sangue ferver ao encostar no chão frio. ela o sentia da pior maneira que podia sentir, ao invés de sentir suas mãos, seus dedos ou seus lábios a tocando, ela sentia seu sangue escorrendo pelo seu corpo, entrando pelos seus poros, se acomodando dentro dela. sua perna machucada pela queda também sangrava, o sangue se misturou com o dele, os diferente tons de vermelho criaram uma cor diferente, de difícil observação por ser tão forte e por ser formada por sangue. naquele momento ela sabia que era tarde demais, ela sabia que ele estava morto, sabia que ele havia morrido salvando sua vida. Mas que foi um sacrifício em vão já que sua vida não valia mais nada. ela sentiu seus pulmões explodirem, seu coração parar e seu cérebro não pulsar. ela fechou os olhos, ela adormeceu, ela foi feita livre para o resto de sua "vida".
ela tentou,
ela caiu, ela levantou, ela caiu de novo, mas ela não desistiu. ela sofreu, ela chorou, ela se machucou, ela foi ferida, mas ela continuou viva. ela foi ela mesma, ela foi julgada, ela foi difamada, mas ela cresceu. ela sorriu, amou, pulou, dançou, cantou, mas ela sofreu.
e apesar de tudo isso, apesar de todas as coisas ruins e boas que ela passou, dos momentos que marcaram a vida dela ela não desistiu, porque se tivesse desistido não teria sorrido, se ela não tivesse sofrido ela não teria crescido, se ela não tivesse crescido, ela seria difamada até hoje.
mas ela sofreu, sorriu, difamou, foi difamada, chorou, cresceu. ou seja, ela viveu. aquela menina passou por muitas coisas, muitas pedras no caminho dela. aquela menina baixinha, gordinha com longos cabelos loiros apesar de tudo, fez quem eu sou hoje, e eu continuo crescendo e vivendo, e aprendendo com os meus erros, exatamente como sempre aconteceu, desde que eu nasci e me deparei com meu primeiro desafio. Maria Luiza Moog Gomes, passar bem.
e apesar de tudo isso, apesar de todas as coisas ruins e boas que ela passou, dos momentos que marcaram a vida dela ela não desistiu, porque se tivesse desistido não teria sorrido, se ela não tivesse sofrido ela não teria crescido, se ela não tivesse crescido, ela seria difamada até hoje.
mas ela sofreu, sorriu, difamou, foi difamada, chorou, cresceu. ou seja, ela viveu. aquela menina passou por muitas coisas, muitas pedras no caminho dela. aquela menina baixinha, gordinha com longos cabelos loiros apesar de tudo, fez quem eu sou hoje, e eu continuo crescendo e vivendo, e aprendendo com os meus erros, exatamente como sempre aconteceu, desde que eu nasci e me deparei com meu primeiro desafio. Maria Luiza Moog Gomes, passar bem.
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